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Composição de 7.500 fotos do Hubble mostra vasta imagem do Universo primitivo

Fotos foram tiradas pelo telescópio em diferentes comprimentos de onda, ao longo de 16 anos, e contém 200 mil galáxias

Os astrônomos desenvolveram um mosaico do Universo distante, chamado de Hubble Legacy Field, que documenta 16 anos de observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA. A imagem contém 200.000 galáxias que se estendem por 13,3 bilhões de anos até apenas 500 milhões de anos após o Big Bang. O novo conjunto de imagens do Hubble, criado a partir de quase 7.500 exposições individuais, é o primeiro de uma série de imagens do Hubble Legacy Field. A imagem compreende o trabalho coletivo de 31 programas do Hubble por diferentes equipes de astrônomos. O Hubble passou mais tempo nesta pequena área do que em qualquer outra região do céu, totalizando mais de 250 dias, representando quase três quartos de um ano. A equipe está trabalhando em um segundo conjunto de imagens, totalizando mais de 5.200 exposições do Hubble, em outra área do céu.

A faixa de comprimento de onda da imagem acima se estende desde o ultravioleta ao  infravermelho próximo, capturando todas as características da montagem da galáxia ao longo do tempo. As galáxias mais frágeis e mais distantes da imagem possuem apenas um bilionésimo da faixa luminosa que o olho humano pode observar.

“Desta vez  fomos mais longe do que em pesquisas anteriores, e estamos identificando  muito mais galáxias distantes, no maior conjunto de dados já produzido”, disse Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, líder da equipe que montou a imagem. “Nenhuma imagem ultrapassará essa até que os telescópios espaciais do futuro, como o telescópio James Webb, sejam lançados”.

 O Hubble Legacy Field combina observações feitas por várias pesquisas de campo profundo do Hubble. Em 1995, o Hubble Deep Field capturou vários milhares de galáxias inéditas. O subsequente  Hubble Ultra Deep Field, de 2004, revelou quase 10.000 galáxias em uma única imagem. O Hubble eXtreme Deep Field 2012, ou XDF, foi montado a partir da combinação de  dez anos de observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA, coletadas de um trecho do céu fotografado pelo Hubble Ultra Deep Field original.

O novo conjunto de imagens do Hubble, criado a partir de quase 7.500 exposições individuais, é o primeiro de uma série de imagens do Hubble Legacy Field. A imagem compreende o trabalho coletivo de 31 programas do Hubble por diferentes equipes de astrônomos. O Hubble passou mais tempo nesta pequena área do que em qualquer outra região do céu, totalizando mais de 250 dias. A equipe está trabalhando em um segundo conjunto de imagens, totalizando mais de 5.200 exposições do Hubble.

 “Um aspecto interessante dessas novas imagens é o grande número de canais de cores sensíveis agora disponíveis para visualizar galáxias distantes, especialmente na parte ultravioleta do espectro”, explicou Rychard Bouwens, da Universidade de Leiden, na Holanda, membro da equipe. “Com imagens em tantas frequências, podemos dissecar a luz das galáxias nas contribuições de estrelas jovens e velhas, bem como de núcleos galácticos ativos.”

Antes que o Hubble fosse lançado em 1990, os astrônomos conseguiam observar galáxias a cerca de sete bilhões de anos-luz de distância, o equivalente à metade da existência do Universo após o  Big Bang. Porém, as observações com telescópios na Terra  não foram capazes de estabelecer o modo como as galáxias se formaram e evoluíram no início do Universo. Já as imagens de campo profundo do Hubble revelam o surgimento da estrutura no universo infantil e os estágios dinâmicos subseqüentes da evolução da galáxia, como se fossem fotogramas individuais de um mesmo filme. Imagens de campo profundo de galáxias, tais como essa nova, ajudam os astrônomos a traçar o processo de expansão do Universo e desenvolver nossa compreensão da física subjacente do Cosmos. As galáxias também mostram quando os elementos químicos se originaram, possibilitando as condições que levaram ao surgimento da vida.

 A nova imagem oferecer um enorme catálogo de galáxias distantes. “Essas excelentes medidas de alta resolução das numerosas galáxias do catálogo permitem uma ampla gama de estudos extragaláticos”, disse  Katherine Whitaker, da Universidade de Connecticut.

O próximo Telescópio Espacial James Webb da NASA / ESA permitirá aos astrônomos avançar muito mais no campo legado para revelar como as galáxias infantis se desenvolveram ao longo do tempo.

 

ESA/HUBBLE INFORMATION CENTRE