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Humanos moldaram o cérebro de cães

Estudo com 33 raças mostrou que variação de comportamento entre elas tem relação com formato de estruturas cerebrais

Unsplash

As estruturas cerebrais de cachorros variam entre as diferentes raças, e estão correlacionadas com comportamentos específicos. É o que diz uma nova pesquisa publicada na revista científica Journal of Neuroscience. A descoberta descreve como o ser humano moldou o cérebro de seus melhores amigos ao buscar a seleção de certos comportamentos.

Há vários séculos, os seres humanos aplicam a seleção para a criação de cães, buscando  características físicas e comportamentais específicas. Agora, uma equipe de pesquisadores liderada por Erin Hecht, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, investigou os efeitos dessa pressão seletiva na estrutura do cérebro dos animais analisando exames de ressonância magnética de 33 raças de cães. Os pesquisadores observaram uma grande variação na estrutura cerebral dos cachorros, que não estava relacionada simplesmente ao tamanho do corpo ou ao formato da cabeça.

Na esquerda, vemos diferenças estruturais entre três raças de cães. Na direita, digitalização composta de 33 raças, exibindo as áreas que mais variam. Foto: Divulgação

A equipe examinou as áreas do cérebro com maior variação entre as raças. Isso gerou mapas de seis redes cerebrais, cada uma associada a pelo menos uma característica comportamental que variava desde a formação de vínculos sociais ao movimento. A variação de comportamentos entre as raças foi correlacionada com a variação anatômica nas seis redes cerebrais.

O estudo da variação neuroanatômica em cães oferece uma oportunidade única de estudar a relação evolutiva entre a estrutura do cérebro e o comportamento. 

Sociedade de Neurociência